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Indústria prevê demissões

com aumento da tarifa de energia em Alagoas

Estado apresentou maior reajuste: 37,08% no setor industrial e 29,75% na conta de luz residencial

O aumento médio das tarifas de energia elétrica para Alagoas é de 32,36%, o maior entre os anunciados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O impacto negativo desse aumento na indústria alagoana será enorme, afirmam dirigentes do setor, incluindo queda na produção e demissão de trabalhadores.

Enquanto os consumidores residenciais terão um reajuste de 29,75%, as indústrias vão gastar ainda mais com energia elétrica: 37,08%. Para o presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial, Gilvan Leite, é muito difícil para o setor produtivo absorver essa forma do governo federal trabalhar.

“Não há planejamento e as informações são desencontradas. Uma política que deixa o setor desnorteado”. Gilvan Leite disse ainda que o governo havia anunciado em 2013 uma redução nas tarifas de 16%, “mas o que sentimos mesmo foi um aumento de 39%”.

“Tivemos uma reunião com a Eletrobrás e a empresa não soube explicar o porquê do aumento, disse que era competência da Aneel”. O cenário previsto para 2015 é escuro, nas palavras do presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial. “Além do aumento a capacidade de fornecimento é precária, a situação é crítica”.

Essa opinião é compartilhada pelo presidente do Sindicato da Indústria de Tintas e Plásticos de Alagoas (Sinplast/AL), Wander Lobo. “O impacto desse aumento é enorme. Depois da matéria-prima e da mão de obra, a energia elétrica corresponde ao nosso maior despesa”.

“Com certeza teremos que diminuir a produção e cortar postos de trabalho. Será muito difícil competir com os importados, diante do enorme ‘Custo Brasil’. Um estado pequeno como Alagoas terá grandes dificuldades”, destacou Wander Lobo.

Para especialistas na área, o aumento, na prática, é um “tarifaço” promovido pelo Governo Federal com o objetivo de diminuir o rombo provocado pela renovação antecipada dos contratos de geração de energia elétrica no país, bem como demonstra a falta de planejamento para o setor energético.

De acordo com a avaliação da Aneel, a Eletrobrás, distribuidora de energia no estado, presta um dos piores serviços em todo o país, ocupando o 32º lugar, entre 35 distribuidoras. Além de Alagoas, os estados do Piauí, Maranhão e Paraíba também sofreram reajustes significativos.

Fonte: http://cadaminuto.com.br/noticia/255372/2014/08/29/industria-preve-demis...